Quanto cobrar como gestor de tráfego
Precificar gestão de tráfego é diferente de vender hora de trabalho. O seu valor não está em "subir campanha", e sim no resultado que a verba do cliente gera quando bem gerida. Este guia mostra os modelos de cobrança, o que incluir e como chegar ao seu número sem se subvalorizar. Para calcular a base, use a calculadora de preço freelancer.
Os modelos de cobrança (e quando usar cada um)
- Fee fixo mensal: um valor por conta gerenciada, por mês. Previsível para os dois lados e o mais recomendado para começar.
- Fee + percentual da verba: um fixo mínimo mais um percentual sobre o que passar de um teto de investimento. Escala com contas grandes sem te deixar no prejuízo nas pequenas.
- Fee + performance: um fixo mais um bônus atrelado a uma meta clara (custo por lead, faturamento). Alinha seu ganho ao resultado, mas exige métricas combinadas por escrito.
- Por projeto: um lançamento, uma campanha sazonal fechada. Escopo e período definidos, valor fechado.
O erro clássico do gestor de tráfego
Cobrar apenas um percentual da verba. Parece justo, mas te torna refém do orçamento do cliente: a conta que exige mais trabalho costuma ser justamente a de verba pequena. Comece sempre por um fee fixo que cobre o seu tempo; o percentual entra como adicional, não como base.
O que deixar explícito na proposta
- Que a verba de mídia é separada e paga pelo cliente.
- O que está incluso: número de campanhas, plataformas (Meta, Google), relatórios, reuniões.
- Um período mínimo de contrato (o tráfego precisa de tempo para maturar).
- O que NÃO está incluso: criação de criativos, landing page, copy — se for cobrado à parte.
Como chegar ao seu número
Calcule seu custo-hora (custos mensais divididos pelas horas realmente vendáveis), estime quantas horas por mês cada conta consome (gestão, otimização, relatório, reunião) e ajuste pelo valor que aquele resultado gera para o cliente. Uma conta que fatura alto justifica um fee maior. É o método do nosso guia geral de quanto cobrar, e vale também para quem faz gestão de redes sociais.
Perguntas frequentes
Cobro por conta gerenciada ou por campanha?
O modelo mais comum e previsível é um fee mensal por conta (ou por cliente), não por campanha. Cobrar por campanha pune quem estrutura poucas campanhas bem-feitas e vira uma negociação a cada nova ideia. Defina um fee de gestão mensal e trate campanhas pontuais grandes (um lançamento, por exemplo) como escopo à parte.
Faz sentido cobrar uma porcentagem da verba de anúncios?
Faz, mas com cuidado. Cobrar só um percentual da verba te deixa refém do orçamento do cliente: se ele corta a verba, seu trabalho continua o mesmo mas seu pagamento cai. O modelo mais saudável é um fee fixo mínimo (que cobre seu tempo) mais, se quiser, um percentual sobre a verba acima de um teto. Assim você nunca trabalha no prejuízo em contas pequenas.
A verba dos anúncios entra no meu preço?
Não. Deixe explícito na proposta que o investimento em mídia (o dinheiro que vai para Meta, Google etc.) é pago pelo cliente e é separado do seu fee de gestão. Misturar os dois confunde o cliente e faz seu trabalho parecer mais caro do que é.
Devo pedir um contrato mínimo?
Sim. Tráfego pago não dá resultado em uma semana: precisa de tempo para aprendizado das campanhas e testes. Um período mínimo (por exemplo, três meses) protege os dois lados e evita que você seja cobrado por um resultado que ainda está maturando. Deixe isso claro na proposta.
Feche o cliente com uma proposta profissional
Chegou ao seu fee? Não mande só o número no WhatsApp. Uma proposta com escopo, modelo de cobrança, período e o que está (ou não) incluso passa profissionalismo e protege o seu preço. O PropostaPro monta a sua em minutos, com link para o cliente e aviso de quando ele abrir.